Potássio orgânico sem cloreto: quanto cloreto aporta cada fonte
O potássio mais barato do mundo é o cloreto de potássio, e com cada quilo de K₂O mete cerca de 0,770 kg de cloreto no solo. Isso é irrelevante num cereal e arruína um abacateiro. Esta página não discute se o potássio é importante — é. Responde à única pergunta que muda uma compra: quanto cloreto cada fonte o obriga a aplicar por unidade de potássio. Com o cloreto medido em laboratório acreditado, não declarado.
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kg de cloreto por kg de K₂O aporta o cloreto de potássio, a fonte padrão
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aporta o BALANCE 6-3-18: catorze vezes menos cloreto pela mesma unidade de potássio
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fontes de potássio da gama com o cloreto medido em laboratório acreditado
Cloreto que entra por cada kg de K₂O
Menos barra é melhor. A barra cinzenta é o cloreto de potássio, a fonte padrão do mercado, dada como referência.
| Fonte de potássio | kg Cl por kg K₂O | Face ao cloreto de potássio |
|---|---|---|
| BALANCE 6-3-18 | 0,052 kg Cl / kg K₂O | 14,7× menos |
| BALANCE 7-7-7 | 0,111 kg Cl / kg K₂O | 7,0× menos |
| K-FLOW 20 | 0,139 kg Cl / kg K₂O | 5,5× menos |
| PK-FLOW 20 | 0,141 kg Cl / kg K₂O | 5,5× menos |
| FULVEX 50S | 0,468 kg Cl / kg K₂O | 1,6× menos |
| Cloruro potásico (KCl) | 0,767 kg Cl / kg K₂O | — |
Porque a pergunta certa não é quanto potássio, mas com o que vem
No potássio, o nutriente quase nunca é o problema: o problema é o acompanhante. A fonte dominante no mundo é o cloreto de potássio, com cerca de 60 % de K₂O e 46 % de cloreto. Ao aplicá-lo, por cada quilo de K₂O que coloca está a colocar cerca de 0,770 kg de cloreto. É esse o número a comparar, não a percentagem de cloreto da embalagem.
Em cereal, beterraba ou milho o cloreto raramente incomoda. Em abacate, citrinos, mirtilo, morango ou vinha é o primeiro fator limitante: acumula-se na margem da folha, compete com o nitrato pelos mesmos transportadores da raiz e eleva a condutividade da solução do solo. O mesmo adubo pode assim ser correto numa exploração e um erro na do lado.
O sulfato de potássio não é a única alternativa
O sulfato de potássio aporta zero cloreto, e por isso é o recurso clássico em cultura sensível. Mas acidifica e aporta enxofre, que nem sempre é o necessário. As fontes desta tabela situam-se entre os dois extremos, com cloreto medido em vez de suposto.
«Livre de cloretos» numa ficha não é uma análise
É uma frase, e neste mercado escreve-se com ligeireza. O único que o demonstra é um ensaio de laboratório com método declarado. Publicamos o nosso com o método, o limite de deteção e as referências que ainda não ensaiámos.
A certificação biológica nada diz sobre o cloreto
São coisas independentes: a certificação acredita a origem das matérias-primas e o processo, não o teor em cloreto. Neste mesmo catálogo há referências certificadas com cloreto medido até 5,62 %.
O pH também decide a mistura
O K-FLOW 20 tem pH 12,52 e o PK-FLOW 20 pH 7,49. Um pH tão alto condiciona a ordem de carga do tanque e com o que se pode misturar. Está na ficha de cada produto e na ferramenta de compatibilidade.
Os dados, um a um
| Fonte | K₂O | Cloreto medido | kg Cl / kg K₂O | pH | Dose da ficha |
|---|---|---|---|---|---|
| BALANCE 6-3-18 | 18 % | 0,941 % | 0,052 | — | 3–4 kg/ha |
| BALANCE 7-7-7 | 7 % | 0,774 % | 0,111 | — | 3–4 kg/ha |
| K-FLOW 20 | 23,21 %(medido) | 3,23 % | 0,139 | 12,52 | 3–6 L/ha |
| PK-FLOW 20 | 19,43 %(medido) | 2,74 % | 0,141 | 7,49 | 2–3 L/ha foliar · 5–10 L/ha fertirrigación |
| FULVEX 50S | 12,00 % | 5,62 % | 0,468 | — | 250–500 g/100 L foliar · 2–6 kg/ha fertirrigación |
| Cloruro potásico (KCl)referência do mercado | 60 % | ~46 % | 0,767 | — | — |
Aportam potássio mas ainda sem ensaio de cloreto: BALANCE 3-3-10 · BALANCE 5-5-5
Como está medido e o que não cobre
O cloreto foi determinado por cromatografia iónica segundo a UNE-EN 10304-1 em laboratório acreditado ENAC. O K₂O provém da ficha de cada produto; onde surge marcado como medido, é analítica de laboratório.
- Resultados provisórios, de lote e amostra únicos.
- O âmbito é o cloreto: este conjunto de dados não cobre nenhum outro parâmetro.
- Sete referências do catálogo ainda não foram ensaiadas, entre elas o BALANCE 3-3-10 e o BALANCE 5-5-5, que também aportam potássio.
- A relação Cl/K₂O é uma divisão direta dos dois valores anteriores, que não provêm necessariamente do mesmo lote.
Perguntas frequentes sobre potássio e cloreto
Quanto cloreto aporta o cloreto de potássio por unidade de potássio?
Cerca de 0,770 kg de cloreto por cada kg de K₂O: ronda os 60 % de K₂O e os 46 % de cloreto. É a fonte de potássio mais usada e mais barata do mundo, e em culturas sensíveis também a mais limitante.
Que fonte de potássio aporta menos cloreto?
Das referências com cloreto medido deste catálogo, o BALANCE 6-3-18 é a mais baixa: 0,941 % de cloreto sobre 18 % de K₂O, ou seja 0,052 kg de cloreto por kg de K₂O, cerca de catorze vezes menos que o cloreto de potássio. O sulfato de potássio aporta zero, mas acidifica e adiciona enxofre.
Os fertilizantes biológicos levam cloreto?
Podem levar. A certificação biológica acredita a origem das matérias-primas e o processo, não o teor em cloreto: são coisas independentes. Neste mesmo catálogo há referências certificadas com cloreto medido até 5,62 %, e publicamo-lo.
Em que culturas importa o cloreto do adubo potássico?
Sobretudo em abacate, citrinos, mirtilo, morango e vinha, onde o cloreto se acumula na margem foliar, compete com o nitrato pelos transportadores da raiz e eleva a condutividade do solo. Em cereal, beterraba ou milho raramente é limitante.
Como está medido o cloreto que publicam?
Por cromatografia iónica segundo a UNE-EN 10304-1 em laboratório acreditado ENAC. São resultados provisórios, de lote e amostra únicos, e sete referências do catálogo ainda não foram ensaiadas. Publicamos quais.
Que pH têm os potássicos da gama?
O K-FLOW 20 tem pH 12,52 e o PK-FLOW 20 pH 7,49. Um pH tão alto como o do K-FLOW 20 condiciona a ordem de carga do tanque e com o que se pode misturar; a ferramenta de compatibilidade verifica-o por pares.
