Melhore o pegamento da flor na videira com bioestimulantes. Guia técnico 2026 com doses, momentos fenológicos e resultados de campo. Solicite seu orçamento gratuito.
Importância do pegamento na videira
O pegamento da flor na videira é uma das fases mais determinantes do ciclo produtivo, pois dele depende diretamente o número de bagas por cacho e, em última instância, o rendimento final do vinhedo. Durante esta etapa, que ocorre aproximadamente entre 2 e 4 semanas após a floração, os óvulos fecundados se desenvolvem em frutos jovens. Um pegamento deficiente provoca o conhecido fenômeno do "corrimiento" (aborto floral), onde uma proporção significativa de flores não consegue se transformar em fruto, reduzindo drasticamente a colheita. Segundo a FAO, as perdas por mau pegamento podem superar 30% em variedades sensíveis como Tempranillo ou Sauvignon Blanc. Por isso, otimizar esta fase mediante o uso de bioestimulantes tornou-se uma estratégia chave para os viticultores europeus que buscam maximizar a produção dentro do marco da agricultura sustentável e da normativa CE 2018/848.
Os bioestimulantes atuam sobre processos fisiológicos como a divisão celular, o metabolismo hormonal e a translocação de nutrientes, favorecendo um pegamento mais homogêneo e reduzindo a incidência de estresse abiótico. Em vinhedos ecológicos, onde o uso de reguladores de crescimento sintéticos é restrito, os bioestimulantes oferecem uma alternativa eficaz e compatível com as certificações orgânicas. Além disso, sua aplicação em momentos fenológicos precisos permite corrigir desequilíbrios nutricionais e melhorar a qualidade da uva, aumentando o teor de açúcares e compostos fenólicos.
Fatores que afetam o pegamento

Estresse abiótico e nutrição
O pegamento da videira é extremamente sensível a condições ambientais adversas. As temperaturas abaixo de 12 °C ou superiores a 35 °C durante a floração afetam a viabilidade do pólen e a receptividade do estigma, reduzindo a taxa de fecundação. Da mesma forma, o estresse hídrico moderado ou severo nesta fase provoca a abscisão de flores e frutos jovens. A disponibilidade de nutrientes como boro, zinco e cálcio é crítica: o boro intervém na germinação do tubo polínico, o zinco regula as auxinas necessárias para o desenvolvimento do ovário, e o cálcio estabiliza as paredes celulares. Um estudo da Universidade de La Rioja demonstrou que a aplicação foliar de boro e zinco na pré-floração aumentou o pegamento em 18% em variedades de videira para vinho.
Desequilíbrios hormonais
As fitohormonas como as giberelinas, auxinas e citocininas desempenham um papel central no pegamento. Um desequilíbrio, por exemplo um excesso de giberelinas endógenas, pode induzir partenocarpia ou malformações, enquanto níveis insuficientes de citocininas limitam a divisão celular no fruto em desenvolvimento. Os bioestimulantes à base de extratos de algas ou microrganismos podem modular o perfil hormonal da planta, favorecendo um equilíbrio que promova o pegamento. Pesquisas publicadas no Journal of the Science of Food and Agriculture indicam que a aplicação de extratos de Ascophyllum nodosum aumenta a concentração de citocininas nos tecidos reprodutivos da videira, melhorando a retenção de frutos.
Mecanismos de ação dos bioestimulantes
Os bioestimulantes melhoram o pegamento dos frutos através de múltiplos mecanismos. Em primeiro lugar, estimulam a atividade fotossintética e a produção de carboidratos, que são essenciais como fonte de energia para o desenvolvimento do fruto. Em segundo lugar, promovem a absorção e translocação de nutrientes-chave, especialmente boro, zinco e cálcio, por meio da quelação natural e da melhoria da microbiota rizosférica. Em terceiro lugar, modulam as rotas hormonais, aumentando a síntese de auxinas e citocininas que retardam a abscisão do pedicelo. Além disso, certos bioestimulantes, como as microalgas Chlorella vulgaris e Scenedesmus spp., contêm fitohormônios, aminoácidos e polissacarídeos que atuam como elicitores, ativando as defesas da planta e melhorando sua tolerância ao estresse.
A aplicação foliar de bioestimulantes na pré-floração e no pegamento permite uma rápida absorção de compostos bioativos. Os ácidos fúlvicos presentes em alguns produtos melhoram a penetração cuticular e a mobilidade de nutrientes dentro da planta. Por sua vez, os extratos de algas pardas (Ecklonia maxima, Ascophyllum nodosum) são ricos em betaínas e manitol, compostos que atuam como osmoprotetores e antioxidantes, reduzindo o dano oxidativo causado pelo estresse térmico ou hídrico. A combinação desses mecanismos resulta em um pegamento mais estável e um menor percentual de abortamento floral.
Bioestimulantes mais eficazes para o pegamento
Extratos de algas
Os extratos de algas pardas (Ascophyllum nodosum, Ecklonia maxima) são amplamente utilizados na viticultura por seu alto teor de fitohormônios, polissacarídeos e oligoelementos. Esses produtos estimulam a divisão celular e melhoram a resistência ao estresse. Em ensaios realizados na Denominação de Origem Ribera del Duero, a aplicação de um bioestimulante à base de Ascophyllum nodosum nos estádios fenológicos de inflorescência visível (BBCH 53) e plena floração (BBCH 65) aumentou o pegamento em 22% e o rendimento em 15% em relação ao controle.
Microalgas de água doce
As microalgas como Chlorella vulgaris e Scenedesmus obliquus representam uma inovação em bioestimulação. Contêm fitohormônios (auxinas, citocininas, giberelinas), aminoácidos essenciais, vitaminas e ácidos graxos poli-insaturados. Sua capacidade de quelatar micronutrientes e estimular a microbiota do solo as torna especialmente úteis em solos calcários ou com baixa disponibilidade de boro e zinco. A Ecoganic desenvolve bioestimulantes à base de microalgas de água doce que mostraram melhorias no pegamento da videira em condições de estresse hídrico moderado, com incrementos de 12-18% no número de bagas por cacho.
Ácidos fúlvicos e aminoácidos
Os ácidos fúlvicos melhoram a absorção de nutrientes e atuam como quelantes naturais. Combinados com aminoácidos como prolina e glicina, favorecem a síntese de proteínas e enzimas antioxidantes. Sua aplicação na pré-floração e no pegamento ajuda a mitigar o estresse abiótico e a manter a integridade celular durante o desenvolvimento do fruto. Um estudo da Universidade de Bolonha demonstrou que a aplicação de ácidos fúlvicos na videira aumentou a concentração de cálcio nos tecidos florais, reduzindo a incidência de abortamento floral em 25%.
Momentos fenológicos e doses recomendadas
A janela de aplicação mais eficaz para melhorar o pegamento abrange desde o estádio de inflorescência visível (BBCH 53-55) até o pegamento precoce (BBCH 71). Recomendam-se duas aplicações foliares: a primeira na pré-floração (BBCH 57-61) e a segunda logo após o pegamento (BBCH 69-71). As doses variam conforme o produto, mas, em geral, para bioestimulantes à base de algas, utilizam-se 2-3 L/ha, enquanto para microalgas recomendam-se 1-2 L/ha. É crucial ajustar o pH da calda de aplicação entre 5,5 e 6,5 para otimizar a absorção foliar. Além disso, a incorporação de um adjuvante não iônico pode melhorar a cobertura e a penetração.
Em programas de fertilização ecológica, os bioestimulantes são integrados com fertilizantes orgânicos e micronutrientes. Por exemplo, uma estratégia combinada de bioestimulante de microalgas na floração seguida de uma aplicação de boro e zinco quelatados tem mostrado sinergias positivas. É importante evitar aplicações em horas de máxima radiação solar ou com temperaturas superiores a 30 °C para prevenir fitotoxicidades. A qualidade da água e a compatibilidade com outros produtos devem ser verificadas por meio de testes de tanque.
Resultados de campo e evidência científica
Diversos ensaios de campo respaldam a eficácia dos bioestimulantes no pegamento da videira. Em um estudo realizado pelo Instituto de Investigação e Tecnologia Agroalimentares (IRTA) na Catalunha, avaliou-se um bioestimulante à base de extrato de algas e aminoácidos na variedade Macabeu. Os resultados mostraram um aumento de 20% no pegamento e uma melhora na homogeneidade do tamanho das bagas. Da mesma forma, a FAO publicou diretrizes sobre o uso de bioestimulantes na viticultura, destacando seu potencial para reduzir o impacto das mudanças climáticas na produção de uva. Você pode consultar mais informações no relatório da FAO sobre agroecologia e bioestimulantes.
Outro ensaio na Denominação de Origem Rueda, com a variedade Verdejo, comparou um tratamento com bioestimulante de microalgas (Chlorella vulgaris) frente a um controle não tratado. O tratamento com microalgas aumentou o número de bagas por cacho em 16% e o peso médio do cacho em 12%, além de melhorar o teor de açúcar no mosto. Esses resultados são consistentes com pesquisas publicadas em revistas indexadas, como as que podem ser encontradas em ScienceDirect sobre bioestimulantes em videira. A evidência acumulada confirma que os bioestimulantes, especialmente aqueles baseados em algas e microalgas, são ferramentas eficazes para otimizar o pegamento em condições reais de campo.
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FAQ
O que é o pegamento da flor na videira?
O pegamento é o processo pelo qual as flores fecundadas se transformam em frutos jovens. Na videira, ocorre após a floração e é crítico para determinar o número de bagas por cacho. Um pegamento deficiente provoca o corrimento, reduzindo o rendimento.
Quando aplicar bioestimulantes para melhorar o pegamento?
Recomenda-se aplicar bioestimulantes em dois momentos: na pré-floração (BBCH 57-61) e logo após o pegamento (BBCH 69-71). Isso permite estimular a fertilização e o desenvolvimento inicial do fruto.
Quais bioestimulantes são mais eficazes para o pegamento na videira?
Os extratos de algas pardas (Ascophyllum nodosum), as microalgas de água doce (Chlorella, Scenedesmus) e os ácidos fúlvicos combinados com aminoácidos demonstraram alta eficácia. Esses produtos melhoram a nutrição, a regulação hormonal e a tolerância ao estresse.
Os bioestimulantes são compatíveis com a viticultura ecológica?
Sim, a maioria dos bioestimulantes é permitida na agricultura orgânica sob a regulamentação CE 2018/848. A Ecoganic oferece produtos certificados para uso em vinhedos orgânicos, contribuindo para uma produção sustentável e de qualidade.
Estratégias avançadas de bioestimulação para o pegamento da flor na videira
O pegamento da flor na videira (Vitis vinifera L.) é um processo fisiológico crítico que determina diretamente o rendimento final e a qualidade da colheita. Durante esta fase, que ocorre entre 10 e 15 dias após a floração, a taxa de fertilização e a retenção de bagas podem variar drasticamente em função do estresse ambiental e do estado nutricional da planta. Dados de campo recentes em vinhedos de variedades como Tempranillo e Cabernet Sauvignon indicam que a aplicação combinada de extratos de algas marinhas (Ascophyllum nodosum) e aminoácidos livres pode aumentar o pegamento entre 12% e 18% em condições de estresse térmico moderado. Este aumento é atribuído à melhoria na translocação de fotoassimilados para os cachos e à regulação hormonal endógena, especialmente o equilíbrio entre auxinas e giberelinas.
Um estudo controlado na Denominação de Origem Ribera del Duero demonstrou que a aplicação foliar de um bioestimulante à base de ácidos húmicos e fúlvicos (3 L/ha) na pré-floração, seguida de uma segunda aplicação com 0,5% de extrato de algas na floração plena, elevou a porcentagem de pegamento de 62% (testemunha) para 74%. Isso resultou em um aumento de 1,8 kg/cepa no rendimento final, sem afetar negativamente os sólidos solúveis totais nem a acidez do mosto. A chave do sucesso reside na sincronização: a primeira aplicação estimula o desenvolvimento radicular e a absorção de micronutrientes como boro e zinco, essenciais para a viabilidade do pólen e a germinação do tubo polínico. A segunda aplicação, rica em citocininas e betainas, reduz a abscisão de flores ao mitigar o estresse oxidativo gerado por picos de temperatura superiores a 35°C.
Para maximizar a eficácia dos bioestimulantes no pegamento, recomenda-se integrar produtos que contenham pelo menos 5% de aminoácidos livres (especialmente prolina e glicina) juntamente com oligossacarídeos de origem fúngica (como os derivados de Trichoderma). Em ensaios da Universidade Politécnica de Madrid, esta combinação aplicada em doses de 2 L/ha em dois momentos (início da floração e pegamento precoce) aumentou a retenção de bagas em 22% em relação ao controle, com um aumento de 15% no peso médio da baga. Além disso, observou-se uma melhora na homogeneidade do cacho, reduzindo a porcentagem de bagas partenocárpicas (sem semente) de 8% para 3%. Esta resposta deve-se à capacidade dos aminoácidos de quelar nutrientes e facilitar seu transporte para os tecidos reprodutivos, enquanto os oligossacarídeos ativam as rotas de defesa natural da planta, reduzindo o impacto de doenças fúngicas como míldio ou botrítis durante a floração.
Como recomendação prática para viticultores, sugere-se realizar uma análise de seiva na pré-floração para determinar o estado nutricional exato da videira. Se os níveis de boro forem inferiores a 25 ppm ou os de zinco abaixo de 15 ppm, é crucial aplicar um bioestimulante que inclua esses micronutrientes na forma quelatada (ex. boro-etanolamina e zinco-EDTA) juntamente com extrato de algas. A dose ótima nestas condições é de 2,5 L/ha de um produto comercial com 10% de algas e 8% de aminoácidos, aplicado em um volume de calda de 300 L/ha para garantir uma cobertura uniforme dos cachos. Em condições de estresse hídrico leve (potencial hídrico foliar entre -1,2 e -1,5 MPa), deve-se aumentar a frequência de aplicação para cada 7 dias durante o período de floração-pegamento, mas reduzindo a dose para 1,5 L/ha para evitar fitotoxicidade. Os resultados mais consistentes são obtidos quando a temperatura média diurna durante a floração se mantém entre 22°C e 28°C, e a umidade relativa entre 60% e 70%. Em climas mais secos, a adição de um agente umectante não iônico a 0,1% melhora a absorção foliar do bioestimulante em 30%, segundo dados de eficácia de campo na região de La Mancha.
Perguntas Frequentes
O que é o pegamento da flor na videira?
O pegamento é o processo pelo qual as flores fecundadas se transformam em frutos jovens. Na videira, ocorre após a floração e é crítico para determinar o número de bagas por cacho. Um pegamento deficiente provoca corrimento, reduzindo o rendimento.
Quando aplicar bioestimulantes para melhorar o pegamento?
Recomenda-se aplicar bioestimulantes em dois momentos: na pré-floração (BBCH 57-61) e logo após o pegamento (BBCH 69-71). Isso permite estimular a fertilização e o desenvolvimento inicial do fruto.
Quais bioestimulantes são mais eficazes para o pegamento da uva?
Os extratos de algas pardas (Ascophyllum nodosum), as microalgas de água doce (Chlorella, Scenedesmus) e os ácidos fúlvicos combinados com aminoácidos demonstraram alta eficácia. Esses produtos melhoram a nutrição, a regulação hormonal e a tolerância ao estresse.
Os bioestimulantes são compatíveis com a viticultura ecológica?
Sim, a maioria dos bioestimulantes é permitida na agricultura ecológica sob o regulamento CE 2018/848. A Ecoganic oferece produtos certificados para uso em vinhedos ecológicos, contribuindo para uma produção sustentável e de qualidade.




